A Associação Brasileira de Gestalt-terapia – ABG, diante da repercussão envolvendo o caso do psicólogo Rodrigo Bastos, segundo informações divulgadas pela imprensa foi condenado em primeira instância a 37 anos de reclusão, conforme decisão proferida pela Justiça de Minas Gerais (TJMG), vem prestar esclarecimentos à comunidade gestáltica e à sociedade.
A ABG reconhece a gravidade dos fatos divulgados pela imprensa e manifesta solidariedade às vítimas de qualquer forma de violência, especialmente quando ocorrida em contextos de cuidado e relação terapêutica.
Esclarece-se que, conforme divulgado foi proferida sentença condenatória em primeira instância, ainda sujeita aos recursos cabíveis previstos no ordenamento jurídico brasileiro.
A utilização da abordagem gestáltica como suposta justificativa para práticas abusivas constitui grave deturpação dos fundamentos da Gestalt-terapia. Nossa abordagem não autoriza, respalda ou legitima qualquer prática que viole direitos humanos ou a dignidade das pessoas atendidas.
Diante da sentença proferida, o caso foi encaminhado ao Comitê de Ética da ABG para análise no âmbito de suas competências, observando-se os princípios que regem o devido processo interno.
A ABG atua dentro de suas atribuições institucionais, não exercendo função de fiscalização profissional, mas acompanha com atenção e responsabilidade os desdobramentos legais do caso. Essa postura não representa omissão, e sim compromisso com uma atuação ética e juridicamente adequada.
Reafirmamos que não compactuamos com práticas abusivas, não relativizamos a gravidade de violações e seguiremos fortalecendo nossos espaços de reflexão ética, responsabilidade clínica e aprimoramento institucional.
Nosso compromisso permanece firme com uma Gestalt-terapia ética, responsável e comprometida com a proteção da dignidade humana.
Recife – PE, 17 de Abril de 2026

Associação Brasileira de Gestalt-terapia – ABG